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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Igreja DESARMADA, População JAMAIS!

Apesar de alguns Pastores contratarem seguranças armados para GARANTIR que não morram e também não vão para o céu, Nós, membresia da Casa do Senhor, Corpo de Cristo, depositemos nossa segurança no guardião de Israel.

Apesar do nosso posicionamento PACIFISTA, precisamos falar de POPULAÇÃO com seu DIREITO INTEGRAL DE DEFESA. O Governo do País (Brasil) foi incompetente para aplicar a política do desarmamento, DESARMANDO O PAI DE FAMÍLIA, O MORADOR DA ZONA RURAL, sem combater IGUALITARIAMENTE os que SE ARMAM POR UMA SOCIEDADE CRIMINOSA!

Essa utopia de desarmamento não funciona nem no BRASIL, nem na CHINA! E Comparando OS PAÍSES, o Estado de Pernambuco (BRASIL/DESARMADO) mata mais que o Estado do TEXAS (EUA/ARMADO)... que disparidade! Estamos batendo os números de Guerras Cívis!!!!

O Problema não é a População Armada, o grande problema encontra-se numa POPULAÇÃO INDEFESA. O ESTADO NÃO DEFENDE E LHE OBRIGA A NÃO PODER SE DEFENDER. Chegou a hora de mudar de atitude.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Maranatha!

A cada dia vemos a deterioração daquilo que entendemos por comunidade cristã.

A cada dia percebemos cristãos verdadeiros enveredando por duas vertentes: APOSTASIA ou CORRUPÇÃO.

A cada avanço do tempo, a liderança cristã abandona os ensinos apostólicos, e segue o modelo Romano.

A cada dia, a cada avanço dos ponteiros, Cristo se revela como o único Senhor da história, e nós aguardamos o grande Dia, que todos se dobrarão  a essa verdade suprema.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Livra-te... como a Ave da mão do passarinheiro!"

Hoje, enquanto caminhava, passei por uma arvore e vi algo um tanto depressivo: Um pássaro morto, pendurado por uma das patas, a qual havia se enroscado em um barbante, e o barbante ter-se prendido na casca de um dos galhos daquela arvore...

Fico pensando agora: quanta agonia aquela ave deve ter passado, ao sentir-se privada de sua liberdade por um pequeno pedaço de alguma coisa! talvez, ao ver o barbante preso em sua pata, nunca imaginaria que aquele pedaço de quase nada seria o principal instrumento que o acaso teria para ceifar sua breve vida.

No Salmo 91:3 encontramos o cuidado do Nosso Deus: "Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro"... no Salmo 124: 7 temos a gratidão de um Servo do Altíssimo: "A nossa Alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros, o laço quebrou-se, e nós escapamos".

Primeiro, não percebemos quantas vezes Deus nos livrou de Laços, e devido a essa ignorância nossa, seguimos nossas vidas compulsivas, sempre a busca de novas fontes de prazer, satisfação... mas são laços, dos quais o Senhor nos tem livrado de todos!

Segundo, nossa natureza, por mais redimida, resgatada, purificada que seja, por mais que sejamos ovelhas tosquiadas, cuidadas e cercadas pelo nosso Pastor, sempre vamos em busca daquilo que nos tira do regaço do Pai... então caímos em laços, quando vivemos o engano e queremos a satisfação fora da vontade do Senhor; Mas os Laços não resistem, se quebram e nossa alma escapa!

"Livra-te... como a Ave da mão do passarinheiro!" (Pv 6:5) Deus nos alerta hoje! aquele passarinho, talvez por acidente, talvez por brincadeira de criança, ou, quem sabe, por ter-se aventurado além dos alimentos providos pelo Senhor, caiu em armadilha (laço) e por um momento viu-se solto, porém, preservava consigo vestígios de seu momento de aventura, e não imaginava que aquele pedaço de laço, o vestígio de sua cadeia, o pudesse matar tão eficazmente...

Mantenhamos nossos sentimentos, sentidos, e foco em Cristo! sigamos o caminho que ele tão cuidadosamente tem mostrado, e pousemos apenas nos galhos que Ele nos indique, pois ..."Ele é o nosso Deus, o nosso Refúgio, nossa Fortaleza, em quem confiamos" (Sl 91:2). Assim, Ele nos Cobrirá com suas penas, e teremos confiança debaixo de suas asas, pois a Verdade de Deus  será nosso escudo e broquel!!! (Sl 91:4), Aleluia! Deus não nos dá por Presa aos que se levantam contra nós! (Sl 124: 1 ao 6), nunca estaremos entre seus dentes! porque o nosso Socorro está no nome do Senhor, Criador de tudo!!! (Sl 124:8).

Eu vi um pássaro morto. Isso nos trouxe uma reflexão, pois temos escapado dos Laços, quer conscientes ou não! estamos tendo a manifestação do cuidado do Senhor no nosso dia-a-dia, não provoquemos a ira Daquele que tem zelado por nós!

domingo, 23 de julho de 2017

Judeus em Pernambuco no Século XVI


Organograma:
  • Governo Holandês no Brasil 
  • Chegada e Estadia do Judeus no Período Holandês 
  • Importância Histórica e Fuga da Santa Inquisição para New Amsterdã, estabelecimento em New York (Manhatta) 


Governo Holandês no Brasil

Governo Holandês propicia liberdade religiosa e isso atrai Judeus Sefaradins ao Recife, dando origem a um curto período da história judia no Brasil.


A West-Indische Compagnie ou Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais – WIC, Criada em 1602 para coordenar as atividades das companhias que concorriam no comércio nas Índias Orientais e para agir como um braço do Estado holandês possuia um monopólio que se estendia desde o cabo da Boa Esperança até ao estreito de Magalhães, expandindo a influência e a atividade holandesa por todo o arquipélago malaio, China,Japão, Índia, Pérsia e pelo cabo da Boa Esperança. Concorria com a Companhia Britânica da Índias Orientais; Foi a WIC que coordenou as invasões holandesas no Brasil, que podem ser recortadas em dois grandes períodos:
1624-1625 – Invasão de Salvador, na Bahia


· 1630-1637 – Fase de resistência ao invasor


· 1637-1644 – Administração de Maurício de Nassau


· 1644-1654 – Insurreição pernambucana
1630-1654 – Invasão de Recife e Olinda, emPernambuco


Maurício de Nassau

O Conde João Maurício de Nassau-Siegen(Dillenburg, 17 de junho de 1604Kleve, 20 de dezembro de 1679), aceitando o convite da WIC para administrar os domínios por ela conquistados naregião Nordeste do Brasil (1636), percebendo uma ajuda de custo de 6.000 florins (equipamento) e salário mensal de 1.500 florins, o soldo de Coronel do Exército, além de uma participação de 2% sobre os lucros, valendo-se ainda por conta da WIC, suas despesas de mesa e criadagem (trouxe dezoito criados), os salários do predicante Francisco Plante, de seu médico Guilherme van Milaenen, e de seu secretário Tolner, aceitou de bom grado, sob juramento de no prazo de cinco anos ser o Governador do novo domínio Holandês. Partiu do porto de Texel (25 de outubro de 1636) (municípiodos Países Baixos e a maior das Ilhas Frísias, na província de Holanda do Norte. Ela possui 13.617 habitantes (censo [[2007])]. A ilha faz parte das Ilhas Frísias Ocidentais.), chegando aoRecife (23 de janeiro de 1637). Com ele o nordeste brasileiro conheceu a época de ouro da Nova Holanda.


Calvinista, permitiu a liberdade de culto entre holandeses, franceses, italianos, belgas, alemães,flamengos e JUDEUS, que oriundos da Península Ibérica (A Península Ibérica fica situada no Sudoeste da Europa. Politicamente, três países localizam-se nesta península: Portugal, Espanhae Andorra, além de um enclave território britânico ultramarino, Gibraltar. OUTROS NOMES: Ibéria, (Grego: Iberia) nome grego da Península; Hispânia, (Latim: Hispania) nome romano da Península; Al-Ândalus, (Árabe) nome árabe dos territórios muçulmanos da Península Ibérica. Sefarad, (Hebraico: ספרד) nome hebraico) e do norte europeu, foram atraídos para a Nova Holanda. O Conde Mandou ainda construir pontes, palácios, iniciou a urbanização do que hoje é conhecido como o bairro de Santo Antônio na capital pernambucana, incentivou as artes e as ciências, retratou a natureza do novo mundo através de seus dois artistas Frans Post e Albert Eckhout. Ao todo foram 46 estudiosos dos mais variados gêneros.


Com relação à exploração da colônia, foi tolerante com os senhores de engenho, os quais deviam muito à WIC. Foi igualmente tolerante com ojudaísmo e o catolicismo, deixando que se professasse todas as religiões livremente. Preferia não penhorar engenhos nem sufocar revoltas com crueldade. Enfim, procurava fazer a administração contrária ao que queria os senhores da WIC. Esse clima de TOLERÂNCIA RELIGIOSA e permissividade social, que não havia na Europa, atraiu os Judeus que fundaram uma sinagoga no Recife, considerada a primeira das Américas.

2. Chegada e Estadia dos Judeus no Período Holandês

Os Judeus São Atraídos pela Tolerância Religiosa

As primeiras famílias judaicas chegaram ao Recife em 1635, quando Pernambuco estava sob o domínio holandês, tinha pouco mais de 10 mil habitantes e era a mais rica Capitania brasileira. Perseguidos na Península Ibérica pela Inquisição católica, eles vieram atraídos pela liberdade religiosa que os holandeses começaram a instalar nas terras tomadas de Portugal.


A Coroa holandesa, que atuava na vanguarda do movimento de reforma do catolicismo, adota a política de acolher perseguidos religiosos de várias partes da Europa. A maioria dos judeus emigrantes que se estabelece no país vive na penúria. Com a tomada do Recife pela Holanda, esses grupos são atraídos pela oportunidade de progredir na mais rica capitania portuguesa da época, e navios fretados por judeus passam a chegar quase todo mês no Recife.


A Sinagoga Kahal Zur Israel


localiza-se na cidade do Recife, no estado dePernambuco, no Brasil. Atualmente é uma atração turística do bairro do Recife, no centro histórico da cidade.


A sinagoga do Recife foi a primeira das Américas, instalando-se em 1636 durante o domínio holandês(16301654) do nordeste brasileiro colonial. Durante esse período emigraram para o Recife vários judeus portugueses refugiados nos Países Baixos, além de judeus holandeses. Seu primeiroRabino foi o luso-holandês Isaac Aboab da Fonseca(1605-1693) enviado ao Brasil para chefiar essa comunidade judaica, em crescimento acelerado no Recife, em 1642, passando a ser o primeiro religioso e escritor judeu das Américas, Escrevendo o primeiro de textos literários em hebraico do Novo Mundo, ao redigir três orações em que relata o sofrimento e as provações por que já passara o povo judeu (A primeira manifestação literária em hebraico). Com a expulsão dos holandeses, em 1654, a sinagoga deixou de ser usada como tal e o Rabino retorna a Amsterdã para reencontrar sua família. Trabalha como diretor da Academia Religiosa e participa do tribunal que excomunga o filósofo Benedito Spinoza, em 1656. Escreve várias obras em castelhano e em hebraico. Também conhecido pelo apelido São João de Luz, morre emAmsterdã, aos 88 anos.



Os seus primitivos vestígios, datados do século XVII, foram recentemente identificados e preservados, integrando atualmente o Centro Cultural Judaico de Pernambuco. No interior podem ser vistos os restos do piso e paredes da época, assim como um poço – omikve– utilizado como banho ritual. O acervo conta também com informações sobre a história do povo judeu em Pernambuco e artefactos recuperados durante a prospecção arqueológica da sinagoga. A fachada atual data do século XIX.


o rabino Fonseca( Isaac Aboab da Fonseca(16051693) foi um intelectual judeu), que passa a ser o primeiro religioso judeu das Américas. Nessa condição se torna o primeiro escritor de textos literários em hebraico do Novo Mundo, ao redigir três orações em que relata o sofrimento e as provações por que já passara o povo judeu (A primeira manifestação literária em hebraico). O rabino retorna a Amsterdã para reencontrar sua família. Trabalha como diretor da Academia Religiosa e participa do tribunal que excomunga o filósofo Benedito Spinoza, em 1656. Escreve várias obras em castelhano e em hebraico. Também conhecido pelo apelido São João de Luz, morre emAmsterdã, aos 88 anos.


No Recife, os judeus ingressaram no ramo do comércio que logo passariam a dominar: durante o governo do conde Maurício de Nassau (1637/1644), por exemplo, floresceram na indústria de açúcar e foram proprietários de escravos.

controlavam 40% das exportações pernambucanas de açúcar para a Holanda e a Alemanha.


Segundo José Alexandre Ribemboim, estudioso do período Colonial do Brasil, muitos Judeus tornaram-se Senhores de Engenho –Várias fazendas de engenhos açucareiros pertenciam a judeus, onde instalavam suas sinagogas nas próprias fazendas, isso destacado no livro “Senhores de Engenho”.


Diogo Fernandes e Branca Dias, eram um bom exemplo donos do Engenho de Camaragibe-PE. Por sua vez, Branca Dias possuiu um casarão que está localizado na área do Zôo de Dois Irmãos.


Branca Dias


Com uma existência entre história e lenda, considerada uma das heroínas do Brasil Coloniale de Pernambuco, Branca Dias foi, no Brasil do século XVI, a primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga» (frequentava a A Sinagoga Portuguesa de Amsterdam), a primeira «mestra laica de meninas» (1ª Professora do Brasil)Ensinava meninas a fazer rendas, costurar, fiar, bordar e limpar a casa. Assim sustentava a numerosa família. e uma das primeiras «senhoras de engenho». Branca Dias nasceu em Viana da Foz do Lima, Portugal, possivelmente em 1515. Seu marido, Diogo Fernandes, conseguiu terras às margens do rio Camaragibe, na Capitania de Pernambuco, onde instalou um engenho para produção de açúcar. Nesta época, a produção de açúcar dos engenhos era mantida principalmente pela exploração de trabalho escravo negro e indígena. Submetidos a trabalhos forçados, os escravos participavam do plantio da cana-de-açúcar ao transporte do produto final aos navios que o levavam para a Europa. Devido à extrema exploração, a mortalidade entre os escravos era sempre elevada e sua vida média limitada. Antes de acompanhar seu marido, Branca Dias, que eracristã-nova, foi denunciada à Inquisição, por sua mãe e irmã (possivelmente intimidadas), de manter secretamente práticas judaicas, algo então proibido em Portugal. Admitindo a acusação, e recebendo as penas dos inquisidores, foi liberada em 1545. Em 1551, já estava no Brasil, para onde veio com seus filhos, talvez desobedecendo as leis que usualmente limitavam o deslocamento de condenados pela Inquisição. Depois da morte de Diogo Fernandes, o engenho declinou. Branca Dias e suas filhas, abriram em sua casa à rua Palhares, em Olinda, Pernambuco, uma escola de prendas domésticas para meninas. Após sua morte, possivelmente em 1558, voltou a ser denunciada, desta vez por suas alunas, aos inquisidores que visitavam a cidade. Seus descendentes vieram a ser processados e uma de suas filhas, Brites Fernandes, admitiu práticas judaicas. Em Branca Dias de Apipucos, de 1879, a autora Joana Maria de Freitas Gamboa, em 1879, situa Branca Dias no episódio da Guerra dos Mascates (1710-1715). Outros afirmam que ela tenha vivido na Paraíba, onde há uma loja maçônica, fundada em 1918, com seu nome. Outras obras abordando a vida de Branca Dias são, Livro de Branca Dias, de 1905, de José Joaquim de Abreu; e O Santo Inquérito, peça teatral de Dias Gomes.

A Acusação do Santo ofício rezava: “mãe de sete filhos entre machos e fêmeas, todos de pouca idade, um deles aleijado…” fora condenada como judaizante em Portugal. A acusação dizia: lavava a casa, trocava a roupa de cama, preparava-se para o Sábado quando vestia suas melhores roupas. Também não trabalhava neste dia (Mello, 1996). Perseguida pela Inquisição Branca veio ou fugiu para o Brasil. Por volta de 1545 viveu com seu marido Diogo Fernandes,no Engenho de Camaragipe, em Pernambuco.


Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação de reconversão aojudaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume-se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.


Sua história é cheia de nuances: da infância noMinho à velhice em Olinda, a sua prisão em Lisboa, a existência perturbada no engenho de açúcar, o levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), o convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, a morte dePedro Álvares da Madeira, comido pelostupinambás, o candomblé dos escravos pretos, os terrores de uma nova geografia e uma nova fauna, o martírio do povo miúdo português no Novo Mundo.


No processo nº 5736 do Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, consta que Branca Dias, casada com o mercador Diogo Fernandes e filha de Antônio Afonso e Violante Dias, é cristã-nova, natural de Viana e moradora em Lisboa. Acusada de judaísmo, ela foi sentenciada, em 12 de setembro de 1543, aabjuração pública, dois anos de cárcere e hábito penitencial, ficando reservada a sua comutação e dispensa. Branca Dias apresentou uma petição ao Santo Ofício, em que pediu dispensa do tempo que lhe faltava cumprir, tendo sido a mesma concedida, talvez em razão de ter filhos pequenos para criar.


Sua mãe e a irmã Isabel Dias foram presas na mesma época. Elas eram naturais de Viana da Foz do Lima, onde moravam. No processo nº 5775, datado de 2 de abril de 1544, consta que Violante Dias foi ao auto-de-fé em Lisboa, e Isabel Dias foi sentenciada a abjuração pública, 2 anos de cárcere e hábito penitencial; reservada a comutação da penitência quando parecesse serviço de Nosso Senhor.


Após meio-século, a Inquisição voltou a processar a família de Branca Dias, depois que ela se mudou para o Brasil. No processo de nº 4580, do Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, sua filha Beatriz Fernandes, a Alcorcovada, natural de Viana de Caminha e residente em Pernambuco, foi acusada de judaísmo. Presa em Olinda a 25 de agosto de 1595, ela foi sentenciada, em 31 de janeirode 1599, a ir ao Auto de Fé, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, penitências espirituais, além do confisco de bens. Em 3 de agosto de 1603, Brites (ou Beatriz) de Sousa e sua mãe Andresa Jorge, outra filha de Branca Dias, nascidas e residentes em Pernambuco, também foram sentenciadas, nos processos nº 4273 e 6321, respectivamente, a ir ao Auto de Fé; abjuração de veemente; cárcere a arbítrio; penitências espirituais; pagamento de custas. Nessa mesma data, Briolanja Fernandes, filha de Diogo Fernandes e Madalena Gonçalves, uma das criadas de seu pai, foi sentenciada em Auto de Fé realizado na Ribeira, em Lisboa, com as penas de ir ao Auto de Fé em corpo, com uma vela acesa na mão, onde abjure de veemente suspeita na Fé, tenha cárcere a arbítrio dos inquisidores, tenha penas e penitências espirituais, instrução na Fé e pague as custas. Ela foi solta dos cárceres a 6 de Setembro de 1603.

Outros Judeus donos de Engenhos em Pernambuco:

– Ambrósio Fernandes Brandão. Engenho de Inobi.

– David Senior Coronel (Duarte Saraiva). Engenho Bom Jesus.

– Moisés Navarro. Engenho de Juriçaca – Cabo.

– Matheus da Costa. Engenho de João Tenório Medina – Ipojuca.

-Abraham Izhach. Ferreiro-PE.

– André Gomes Pina. Engenho de Muribara.

– Antônio Barbalho Pinto. Engenho de Tibirí

– Baltazar Rodrigues Mendes. Engenho de Embiapecu.

– Duarte Nunes. Engenho de Cacáu.

– Fernão do Vale. Engenho S. Bartolomeu.

– James Lopes da Costa. Engenho na Várzea do Capiberibe.

Vários outros proprietários eram Jacob Valvende, Moses Neto, Jacob Zaculto, João

Lafará, Gil Correia, Gabriel Castanha, Gaspar Francisco da Costa, Atias Avraham

Açevedo, Fernão Martins, David Atias, Benjamim de Pina, Estevão Ribeiro, Fernão Soares, Filipe Diniz da Paz, Francisco Pardo e muitos outros etc.


Além desses pioneiros, outras famílias judaicas chegariam ao Recife em 1910, a maioria oriunda da Rússia. Em 1998, o velho casarão onde funcionou a sinagoga recifense foi desapropriado pela prefeitura para sediar, depois de restaurado, o Centro de Documentação e Pesquisa da História Judaica.



3. Importância Histórica e Fuga da Santa Inquisição para New Amsterdã, estabelecimento em New York (Manhatta)



Importância Histórica


Também tiveram importante papel histórico. Foram eles que ergueram, no Século XVII, a primeira sinagoga das Américas, no casarão número 197 (tinham os números 12 e 14, da Rua do Bom Jesus, recebendo nova numeração no início do século XX, passaram a ostentar os números 197 e 203) da Rua do Bom Jesus (antiga Rua Dos Judeus 1636 1654), no bairro do Recife Antigo.


Pontes e outras Contribuições


A comunidade judaica também deixou marcas na formação e no traçado da cidade do Recife: ela construiu mais de 300 casas e sobrados, escola, cemitério e a primeira ponte recifense (Ponte Maurício de Nassau – inaugurada em 28 de fevereiro de 1643 – 1917 reinaugurada com o nome Ponte Maurício de Nassau) foi encomendada por Maurício de Nassau a um judeu, Baltazar da Fonseca.


Observação: muitas fontes têm sugerido que esta primeira ponte tenha sido a Buarque de Macedo, Porém seguindo fontes mais fidedignas, concluímos que a ponte de que trata os registros trata-se da Ponte Maurício de Nassau, haja vista a que supostamente teria sido construída primariamente, tenha seus registros de construção apenas no século XIX.


Muitos hábitos ainda hoje cultivados pelos pernambucanos são herança deixada pelos judeus:pintar a casa no final de ano; arrumá-la às sextas-feiras; comprar mercadorias em prestações à porta de casa, entre outros. Hoje, as comunidades mais próximas ficam em Salvador, lar de 500 judeus, Fortaleza, 120 judeus e Natal, 40 judeus. Recife está a mais de 1.900 km de distância de São Paulo, o centro da vida judaica no Brasil. Recife mantém uma escola judaica há 85 anos, o Colégio Israelita Moises Schwartz, que atualmente tem 150 alunos, mas enfrenta sérios problemas financeiros apesar dos recursos da comunidade judaica local.


“ A escola está passando por tempos difíceis, e está perto de fechar porque muitos dos judeus não estão enviando mais suas crianças para lá”, disse Alan Rabinovici,


3.1 – A Fuga para New Amsterdã (New York)


Segundo Tânia Kaufman, Em 1654, com a retomada da cidade pelos portugueses e a hostilidade para com os judeus, por causa da intolerância religiosa característica de Portugal, uns Judeus voltaram para a Holanda (Arbell 1998;Kaufman…). Muitas outras famílias se quedaram no Nordeste brasileiro, permaneceram em Recife, Olinda ou foram para o sertão. Das600 famílias, 150 famílias se puseram em fuga do Brasil, dirigiram-se para o Caribe ou a América do Norte, onde a maioria permaneceu, passando por uma conversão pública para o Cristianismo enquanto continuavam a praticar o judaísmo emsegredo.

uma embarcação (o navio Valk) com 23 Judeus foram interceptadas por piratas espanhóis e aprisionada na Jamaica. o grupo foi libertado pela tripulação de um navio francês que seguia para a América do Norte e deixado, em setembro de 1654, em Nova Amsterdã que era um vilarejo de 1.500 habitantes; Foi do Recife em 7 de setembro de 1654 que um grupo de 23 judeus sefaradim de língua holandesa, partiram para Nova Amsterdam num desesperado esforço para escapar da Inquisição imposta por Portugal, que derrotou e expulsou os holandeses do Nordeste brasileiro que então controlavam.



Imediatamente após sua chegada, aqueles 23 imigrantes — os primeiros judeus a aportar nas praias americanas — estabeleceram a Shearith Israel, a primeira sinagoga em Nova Amsterdam, a colônia que veio a se tornar Nova York. Esses judeus chegados à cidade norte-americana deNova Iorque, fundadores da primeira sinagoga local, eram refugiados do Recife e membros da sinagoga Kahal Zur Israel.


Hoje, Nova York é a Cidade de maior importância política do globo, conhecida como Capital do Mundo, ostenta hoje uma arquitetura moderna e uma história de Glória que os Judeus sem dúvida ajudaram a montar!


João Batista Gregório Júnior


4º Período Noite


Cadeira: História dos Hebreus.


(Seminário Solicitado pelo Professor esdras Cabral)






Fontes:


http://www.visaojudaica.com.br/Setembro2004/Artigos%20e%20reportagens/350_anos_dos_judeus_nas_americas.htm


http://www.usp.br/nemge/textos_seminario_familia/onde_amor_evablay.pdf


http://pt.wikipedia.org/wiki/Branca_dias

segunda-feira, 6 de março de 2017

A IRMÃ DA DENTADURA DE OURO

Acesse o link abaixo antes de ler essa postagem

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1236068133095403&id=100000766849623

Julius, o pai de Chris, perguntaria: 

"pra quê vc quer dente de ouro? Pra comer sua comida de ouro, no seu prato de ouro, com seus talheres de ouro?"

Sinceramente, e sem querer zombar ou criticar a fé de quem quer que seja, eu não vejo ISSO ter alguma relação com os milagres relacionados na BÍBLIA.

Os milagres descritos na Palavra de Deus, mostra manifestação do Senhor em resposta a dor humana, ... 7 dentes de ouro... quanto vale a grama do ouro? Quanto custa os 7 dentes? Acredito que na conta Divina, esse "fenômeno" poderia ajudar alguns Missionários na África, Sertão Brasileiro, Missões indígenas, Missões Urbanas, Obras sociais, recuperação da casa de algum irmão mais necessitado, alfabetização de jovens e adultos para terem acesso a verdade da PALAVRA de DEUS de forma independente...

Não me tenham por incrédulo, mas a VERDADE liberta! Cristo pensa em pessoas, não em denominações! Um Milagre NÃO pode servir para fim funesto de denominação A ou B, mas deve servir para a glorificação do nome de Deus!

Acredito em Milagres. Tenho exemplos em casa: minha esposa e filha, e em ambos os casos, o NOME que é sobre todo nome foi glorificado e ainda é, creio que sempre será, por aqueles que tomarem conhecimento dos fatos. 

Acredito que o Deus que fez o homem, pode fazer crescer o dente do homem, mas para que o NOME dEle fosse glorificado, não precisaria ser de ouro, mas apenas que fosse dente. Quem pensa em valores somos nós! O Eterno não altera a natureza de sua criação, se ele usou o cálcio para fazer o dente, vai continuar usando o mesmo elemento até a extinção da raça humana. Que o SENHOR nos perdoe pelos nossos pecados. 

Desejo Rosto de ouro e não cara-de-pau para os religiosos de HOJE.

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O Demônio Sintético: Quando a Tecnologia e a ciência estão ao Serviço do Inferno

FINS DOS TEMPOS

Não se sabe distinguir hoje, o que seria uma "NÓIA" ou uma "POSSESSÃO"; As reações das drogas chamadas sintéticas, estão cada vez mais agressivas, destrutivas e finalizadoras: LSD (Submarino Amarelo), COCAÍNA (açúcar), CRACK, OXY, METAFETAMINA (Cristal), CROCODILE (A droga do "Apocalipse")... seja quaisquer uma dessas, seu poder escravizador mostra-se  cada vez mais forte.

Como loucos, gerações após gerações, jovens experimentam o beijo da morte, em uma orgia mista fabricada em laboratórios com a supervisão inferno, onde cada vez mais essa "carícia" irresponsável avança numa INVOLUÇÃO da nossa sociedade decadente.

Antes da chegada da nova modalidade de droga sintética ao Brasil, acompanhei abismado relatos e reportagens na web, em países de primeiro mundo sobre a Droga que transforma os homens em verdadeiros ZUMBIS, capaz de deixa-los alucinados ao ponto de praticarem canibalismo com presas vivas, além de tais ZUMBIS apodrecerem literalmente com o efeito causado pelo uso prolongado do Crocodile.

Em minhas deduções lúdicas, passei a imaginar que os filmes e seriados na verdade seriam mais que entretenimento, são verdadeiros alertas subliminares à humanidade dos perigos em que colocamos a nossa espécie, na tentativa de descobrir novos métodos de "fantasias", fuga da nossa dura e triste realidade, curas para doenças crônicas, etc. O resultado é que, vislumbrando um caminho irreversível, homens através da Sétima Arte, produzem aquilo que hoje chamamos de ficção, e que infelizmente torna-se cada vez mais real em nossa juventude.

Cenas dignas dos mais fiéis relatos Bíblicos sobre possessões: homens se contorcem, gritam, caem em valas, se isolam, amedrontam seus expectadores, e mostram-se necessitados de libertação... Só Jesus pra distinguir o que seria Demônio de fato ou Química Infernal!

Podemos concluir que, de um modo ou de outro são obras do Inferno! Sejam por seres advindos de lá, ou replicas de bolso de possessão demoníaca, a verdade é que em ambos os casos, suas vítimas precisam ser libertas, seja dos Anjos das Trevas ou daqueles Demônios Sintéticos.

O Mundo literalmente JAZ NO MALIGNO, e nós? O que estamos fazendo para poder liberta-lo do poder das trevas.

domingo, 6 de setembro de 2015

Analisando o Salmo 55 - Parte II

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Vv15 – Diante de Tudo, o salmista deseja que esse “amigo” seja surpreendido com a Morte e que seja enterrado vivo. O pedido reforça a decepção que assaltou Davi, e por saber que aquele que considerava amigo, na verdade tratava-se de um ímpio, cheio de maldade e traição (vv.15).

Vv16 ao 19 – Diante da perversidade de seu traidor, há um posicionamento: “invocarei ao Senhor” (vv16). Ele enxerga nisso sua salvação, seu livramento. Este é o verdadeiro posicionamento de um adorador do Deus altíssimo!!!
Diante da adversidade devemos invocar ao Senhor! Initerruptamente (a tarde, pela manha, e ao meio dia) (vv.17) o Salmista recorre a Deus, clama, se queixa e lamenta diante de Deus sabendo que ele o ouvirá, nem o desamparará, sempre estará ao seu lado e sempre o socorrerá! FAREI MINHAS QUEIXAS... ELE OUVIRÁ MINHA VOZ. O versículo 17 trata da atitude do salmista mediante determinado problema com certo amigo que o traira (vv12 ao 14). Diante do problema Davi resolve INVOCAR AO SENHOR para que o salve (vv16). No vv17 propriamente dito ele expõe como vai orar: INITERRUPTAMENTE (à tarde, manhã e ao meio-dia), SE QUEIXARÁ E SE LAMENTARÁ. A certeza que o salmista tinha diante de tudo isso era uma só: DEUS OUVIRÁ a voz do seu servo. O fato não era apenas Deus ouvir (pois Deus sempre ouve), mas o verbo indica um OUVIR COM ATENÇÃO (heb. ‘sãma’), OUVIR COM INTELIGENCIA, OUVIR DISCERNINDO. Deus ouve e atende nossas angustias, dores e aflições, quando assim decidimos falar-lhe nossas dores. (vv.16)
  Sabe que o livramento do Senhor se dará em Paz (vv.18), por mais que hajam perseguidores, o Senhor livra-nos de todos! Sem perturbação, sem contenda. Vê a justiça Divina (vv19) porque Ele (Deus) é quem preside (comanda) desde a eternidade. Note que esta resposta Divina é mediante ao “não arrependimento” (porque não há neles mudança nenhuma – vv19a) a à falta de temor (e não temem a Deus – vv19b); cabe unicamente a Deus, Governante Primaz, a resposta aos ímpios e injusto desse mundo.

Vv20 ao 21 – mais uma vez o salmista volta a falar da traição de seu amigo íntimo (vv13), dessa vez mostra como este era visto em sua convivência: “sua boca era mais  macia que a manteiga (vv21a), era agradável ouvir este amigo, havia prazer em seu dialogo, porem, seu coração estava cheio de guerra. Fora surpreendido com as palavras de seu amigo (eram mais brandas que o azeite), que mostraram-se agora mais afiadas que uma espada desembainhada, palavras prontas ao ataque inesperado. Nem sempre o conforto que sentimos com alguma pessoa significa segurança, podemos estar em perigo, pois palavras enganam, porém atitudes revelam o verdadeiro caráter da pessoa.

Vv22 ao 23 – diante do contexto vivido e reclamado pelo salmista, o que resta é o que devia ter havido desde o começo: “confiar no Senhor” (vv22) quando confiamos em Deus, Ele nos sustem e não permite que sejamos abalados. Ao mesmo tempo que Deus cuida dos justos (vv22), Ele julga os homens sanguinários e fraudulentos (vv23) “Deus os jogará em cova profunda”; Deus não Dorme Diante da Injustiça, tais homens não possuem a promessa da longevidade, Deus abrevia seus dias no mundo. Temos que Confiar em Deus.


“TODAVIA, MEDIANTE À TUDO, CONFIAREI EM TI”.(Vv23)

Analisando o Salmo 55 - Parte I

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Vv1 – o salmista roga para que Deus responda sem demora a oração. Pede para que o senhor não ignore as queixas do seu servo. A palavra “dá ouvidos” está no sentido de “dar atenção” (heb. ‘azan). Na versão Revista e Corrigida,  a expressão usada é “inclina”, porem a intenção do salmista é que o Senhor “prestasse mais atenção” a oração que estava sendo feita.
O que o salmista pedia era “um favor”, que é traduzido por “suplica”; podemos então entender que o salmista pedia para que  o Senhor desse uma atenção especial aquela oração, e que contava com a benevolência do Senhor, pois estaria pedindo um favor a Deus.

Vv2 – O favor que esperava era de tanta importância, que estava se “sentindo perplexo” e “andando perturbado”. Versão revista e corrigida, a expressão usada é “lamento-me e rujo”, o verbo significa “queixar-se e Bramir”; o que acontecera com o salmista fora algo que o perturbou a ponto desse queixar-se perante Deus e andava confuso.

Vv3 – Agora é revelado o motivo da angustia: “pessoas sem Deus estavam lançando calamidade sobre ele”. Essa palavra “calamidade” vem do hebraico ‘ãwen que remete ao sentido de “problema”, “iniquidade”, “mal”, “grande tristeza”, ou seja, a angustia do Salmista se dava por estarem o hostilizando com fúria, sem tolerância.

Vv4 – O Salmista, devido a tudo isto, sentia dores em seu coração, como se fossem dores de parto. Embora não fosse dor literal, o escritor quis expressar o quanto estava angustiado com as circunstancias. Sentimento de medo sobreveio ao salmista “terrores de Morte”, fora surpreendido com tal perseguição que sofrera por causa de seus inimigos (vv3).

Vv5 – O Salmista endossa o sentimento que lhe acometera. Estava totalmente tomado pelo pavor.

Vv6 ao 8 – Davi enxerga na fuga a solução para o seu dilema (vv6); ele objetivava o isolamento, manter-se longe de tudo e de todos (vv7), peregrinando, sem destino, mas se houvesse algum estabelecimento, isto se daria no deserto, longe de todos (e tudo), ele possuía pressa em livrar-se  do que chamava de “tormenta”, “fúria do vento” e da “tempestade”. Tinha pressa em ver-se livre de seus acusadores (vv8).

Vv9 – Agora o perseguido apela ao Deus todo Poderoso. Que “despedace” (ARC – Almeida Revista e Corrigida), “Destruir” (ARA – Almeida Revista e Atualizada) os “conselhos” a “língua” ou seja “o clamor do Inimigo” (vv3). O segundo pedido de “confundir os conselhos” (o primeiro foi o de “destruir”); pede ao Senhor que faça cessar a comunicação entre eles (como aconteceu em Babel), a fim de que eles não consigam mais tramar (levantar seus clamores) contra o salmista, e assim não sobreviesse mais os sentimentos encontrados nos vv 2 ao 5.  O motivo que levou o salmista a essa petição fora a publicidade da violência e da contenda que, devido aqueles “clamores” e da “opressão” dos ímpios que agora ecoava na cidade. Essa observação significa no original “ver analiticamente a ponto de aprender sobre o outro”, ou seja, o salmista via a violência propagada de uma tal forma dentro da cidade que aquilo o fazia pensar sobre o transgressor, aprender sobre ele e analisá-lo, não só ele, mas outras pessoas também (aprenderiam suas transgressões), isso poderia refletir diretamente no comportamento dos observadores, pois de certo modo poderiam experimentar os delitos (verbo heb. Rã’ah – experimentar) ver sentido do verbo em Jeremias 5:12: ...”não veremos a espada nem a fome”, como se não fossem participar das tormentas que havia de vir.

Vv10 ao 11 – Continuação do versículo 9 onde ele passa agora a relatar o modo  como se instalara  a perversão pública “diuturnamente” havia nas muralhas e muros adentro (de seus limites às suas praças) um acampamento de perversidades e malícias, destruição e engano (vv11). Os clamores (vv3) estavam infectando a cidade: dos muros ao centro se manifestava podridão. Há continuidade do pecado (vv16), é constante o engano dentro e nas vias daquela cidade. Segundo comentário da Bíblia Anotada, trata-se de atividades terroristas, rebeldes: inconsequência e radicalismo junto à intolerância.

Vv12 ao 14 – juntamente com outro trecho (vv20 ao 21), esta seção inicia uma revelação estarrecedora: os inimigos na realidade eram conhecidos, não se tratava de estranhos opositores, era um AMIGO ÍNTIMO (Vv13). No vv12 é afirmado que se fosse um desconhecido, haveria medidas preventivas, o ofendido se resguardaria, não seria surpreendido, se esconderia para frustrar a intenção má; ...”não é inimigo”... (vv12) ...”nem quem me odeia”, tais declarações esclarecem que não haveria lamento caso fosse por meios alheios ao seu circulo mais intimo de amizade, afinal, o que ele poderia esperar mais de um inimigo? Se de fato a ofensa procedesse de seu inimigo, ele estaria pronto a suportar. Mas, trata-se de um amigo, além disso: um amigo ÍNTIMO (Vv13), alguém a quem considerava igual, companheiro. O sentimento que regia o lamento de Davi vinha da alma, era um sentimento de traição. Talvez o mais surpreendente seja o fato desse “amigo” ser também um “irmão de fé” (vv14); eis o motivo da perturbação do Rei (vv2). Devido as circunstancias, este amigo, é apresentado a Deus agora na Condição de Algoz: Inimigo e ímpio (vv3).


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